"Portugal está reduzido à falência, acabrunhado sob o peso dum fisco absurdo e mantido numa horrível situação de abandono e de atraso da qual não pôde ainda sair, apesar de todos os esforços e sacrifícios de alguns homens de acção" (Cf. Maria Cândida Proença, D. Manuel II, Lisboa, Círculo de Leitores, 2006, p. 94). Assim pensava, na primeira década do século XX, uma comissão orientada por um sociólogo francês, que veio analisar o país e a questão social, a pedido do nosso último monarca, D. Manuel II. Consegue ver alguma diferença entre os dias de hoje e as conclusões de uma análise feita há cem anos?
