Até 1880, o défice da balança comercial era compensado pelas remessas dos emigrantes (V. António José TELO, Primeira República I, Lisboa, Ed. Presença, 2010, p. 50). Face ao aumento do nosso caudal de novos emigrantes, bem se percebe o optimismo de Sócrates face ao défice, embora este seja ligeiramente diferente: é que espera que as remessas dos novos emigrantes venha compensar, como no tempo do fontismo, o saldo negativo da balança comercial.
Mas já agora um aviso: na comunidade cigana usa-se a expressão remessa quando se refere que alguém foi atingido pelo mau-olhado. Diz-se então que levou uma remessa... Cuidem-se, pois, aqueles que fazem contas com as remessas.